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Herói do octacampeonato do Flamengo foi Cássio, goleiro do Corinthians.

Goleiro Cássio fez boas defesas durante o duelo Inter x Corinthians no Beira Rio e garantiu o 0 x 0 no placar

26/02/2021 10h01 Atualizada há 1 mês
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Por: Paulinho porto Fonte: Uol Esporte
Herói do octacampeonato do Flamengo foi Cássio, goleiro do Corinthians.
Herói do octacampeonato do Flamengo foi Cássio, goleiro do Corinthians.

Na conquista do oitavo título brasileiro do Flamengo, com direito a dois bicampeonatos (1982/83 e 2019/20), o herói rubro-negro da última e decisiva rodada não esteve no Morumbi, nem vestiu vermelho e preto. Quem garantiu, de fato, a conquista do Mais Querido foi Cássio, goleiro do Corinthians, que, com um punhado de boas defesas, evitou o gol que daria o título ao Internacional, no Beira-Rio. 

Dependendo apenas de uma vitória para se sagrar campeão, o Fla de Rogério Ceni foi incapaz de fazer sua parte. Jogando um futebol indigno do talentosíssimo elenco que possui, perdeu a quarta partida seguida para o São Paulo, na temporada, e esteve bem próximo de ver a taça escapulir de suas mãos numa noite, ao mesmo tempo, frustrante e gloriosa. 

Levantar o caneco após uma derrota sempre provoca desagradável gosto de água no chopp. Na última rodada de 2019, o Flamengo também perdeu, e feio, do Santos, em sua derradeira partida, na Vila Belmiro. Mas era uma situação bem distinta. O time de Jorge Jesus tinha sido campeão várias rodadas antes e estava com a cabeça no Mundial. Dessa vez, não. 

É evidente que a equipe de Rogério Ceni depende fundamentalmente do brilho individual de seus principais jogadores. Não há um esquema tático bem definido que facilite seus desempenhos. O técnico tem seus méritos, principalmente, na inovação tática que recuou William Arão para a zaga e permitiu a escalação de quatro talentos no meio-campo (Diego, Gerson, Arrascaeta e Éverton Ribeiro). Mas isso ainda é pouco. Do meio pra frente, ou alguém desequilibra, ou é somente bola alta sobre a área. 


Diante de um São Paulo numa retranca feroz (não foram três zagueiros, mas oito jogadores atrás da linha da bola), o Fla de Ceni não soube encontrar soluções. Dominou a posse de bola, mas foi incapaz de ameaçar de fato o gol de Tiago Volpi. Em contrapartida, num dos poucos ataques do tricolor paulista, Éverton Ribeiro fez uma falta tola e desnecessária em Tchê Tchê, na entrada da área, e daí nasceu o primeiro gol da partida.

É forçoso ressaltar o erro grosseiro do jovem e promissor goleiro Hugo Neneca, que armou mal sua barreira e se mexeu antes da hora, levando um gol no canto que protegia - falha indesculpável na cartilha de qualquer arqueiro. Mas, goleiro excepcional que foi, um dos melhores da história do nosso futebol, Ceni não deveria ensinar essas coisas básicas a seus comandados? Pois é.

Campeão da Série A, pelo Flamengo, dois anos após levantar o título da Série B, pelo Fortaleza, Rogério pode se orgulhar de um início de carreira exitoso, como treinador. Mas é claro que ainda precisa evoluir muito para ser considerado um técnico de ponta. 

Suas substituições, na maioria das vezes, beiram as raias do inacreditável. Diante do São Paulo, perdendo e precisando desesperadamente da vitória, trocou Isla por Matheusinho e Diego por João Gomes!!! E assim foi até o final, embora Éverton Ribeiro, uma vez mais, não estivesse jogando bulhufas e Pedro tivesse sido obrigado a substituir Gabriel, que sentira o posterior da coxa. Por que não usar, então, Vitinho e Michael? Sim, ambos são erráticos e pouco confiáveis. Mas era preciso atacar. E Ceni nada fez.

Bruno Henrique empatara, em mais uma bola alta alçada sobre a área, mas Hugo voltara a falhar feio, numa reposição de bola que acabou no peito de Daniel Alves e daí para Pablo balançar a rede. E, embora ainda faltasse muito tempo para reagir, o Flamengo não mexeu mais, nem criou grandes oportunidades para virar o jogo, único resultado que lhe garantiria o título independentemente do que acontecia no Beira-Rio.


Salvou-o o empate que o Corinthians arrancou diante do Internacional, graças às defesas de Cássio, à trave e os gols (corretamente) anulados pelo VAR. E o Flamengo ganhou, assim, o seu oitavo título brasileiro. Graças a craques como Gérson, pra mim, o melhor jogador do campeonato, Gabigol, Arrascaeta e Bruno Henrique (seus principais destaques) e, vá lá, também um pouco a Rogério Ceni, que melhorou o rendimento rubro-negro, após a saída do catastrófico catalão Domènec Torrent.

Impossível, porém, não lembrar do rendimento desse mesmo time, sob o comando de Jorge Jesus. Se o Mister for demitido pelo Benfica e Ceni não acertar de vez essa equipe, sei não.

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