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MARCEL MARCEAU

Junto com Étienne Decroux e Jean-Louis Barrault deu uma nova roupagem à mímica do século XX. Marcel Mengel mais conhecido como MARCEL MARCEAU ou MIME MARCEAU. Foi o mímico mais popular do período pós-guerra.

12/10/2021 às 06h57
Por: Paulinho porto
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 Desenho: Alvaro Neto.
Desenho: Alvaro Neto.

 

Nascido em 22 de março de 1923, em Estrasburgo, na França e morto em 22 de setembro de 2007, em Cahors, na França.

Foi caso duas vezes, com Anne Sicco DE 1975 ATÉ 2007 E Huguette Mallette, até 1958.

Marceau teve quatro filhos: Aurélia Marceau, Michel Marceau, Camille Marceau e Baptiste Marceau.

Escreveu e publicou os livros: Bip in a Book, The Story of Bip, e Pimporello.

Prêmios: Ordem Nacional do Mérito, Primetime, Emmy Award for Best Specialty Act – Single or Group.

Marcel Marceau demostrou interesse pela arte da mímica quando ainda era muito jovem – quando imitava com gestos TUDO o que lhe vinha à cabeça.

 

 

O mímico francês nasceu MARCEL MANGEL na cidade de Estrasburgo, na França, em 22 de março de 1923, de uma família judia. Seus pais eram Ann Werzberg Mangel e Charles Mangel, um açougueiro KOSHER.

O jovem Marcel Mangel descobriu CHARLIE CHAPLIN aos cinco anos de idade quando sua mãe o levou ao cinema e ele se tornou um ávido fã do ator inglês. E com isso Marceau passou a entreter seus amigos com imitações de Chaplin enquanto sonhava em ser ator de cinema estrelando em filmes mudos.

Quando a França entrou na Segunda Guerra Mundial, Marcel, então com 16 anos, fugiu com sua família para Limonges, na França. Em 1944, o pai de Marcel foi capturado e deportado para o campo de concentração de Auschwitz, onde acabou morto. Mas a mãe de Marcel, presa por esta época, conseguiu sobreviver.

Marcel e seu irmão mais novo, Alain, adotaram então o sobrenome MARCEAU durante a ocupação alemã da França para evitar serem identificados como judeus.

O nome para o novo sobrenome foi escolhido como referência a Francois Séverin Marceau-Desgraviers, que era um general da Revolução Francesa. Depois os dois irmãos se juntaram à Resistência Francesa em Limonges, onde salvaram centenas de crianças judias das leis radicais e dos campos de concentração e, após a libertação de Paris, juntando-se ao Exército Francês.

A primeira vez que Marcel usou a MÍMICA foi depois que a França foi invadida, a fim de manter as crianças judias caladas enquanto ele as ajudava a fugir para a Suíça, que era um país neutro em função da Segunda Grande Guerra. Por essa época foi dito sobre Marcel: “Ele estava imitando a própria vida”.

Disfarçado de escoteiro, Marcel resgatou crianças de um orfanato judeu no leste da França. Ele disse às crianças que estava tirando férias nos Alpes e as levou à segurança na Suíça.

Marcel fez a perigosa jornada três vezes, salvando centenas de judeus órfãos. Ele foi capaz de evitar a prisão de muitas crianças utilizando como entretenimento para estas crianças a PANTOMIMA SILENCIOSA. O documentarista Phillipe Mora, cujo pai lutou ao lado de Marcel na Resistência Francesa, disse: “Marcel começou a imitar para manter as crianças quietas enquanto todos estavam fugindo do ataque alemão”. Porém estas imitações iniciais nada tinha a ver com show business que marcaria o futuro do mímico francês. Ele estava imitando sua vida enquanto salvava criançase jovens. Estava imitando sua vida que ainda aconteceria como um verdadeiro visionário. Enquanto lutava com a Resistência Francesa, Marcel encontrou uma unidade de soldados alemães. Pensando rápido, ele imitou o avanço de uma grande força francesa, e os soldados alemães recuaram rindo muito da imitação. E esta notícia espalhou-se pelas forças aliadas do notável talento de Marcel como mímico. Em sua primeira grande apresentação, Marcel recebeu 3.000 soldados dos EUA logo após a libertação de Paris, em agosto de 1944. Bem mais tarde Marcel expressou muito orgulho dizendo que sua primeira crítica saiu em um jornal do Exército dos EUA, STAR AND STRIPES.

Devido ao excelente domínio de Marcel dos idiomas inglês, francês e alemão, ele trabalhou como oficial de ligação com o exército americano comandado pelo general George Patton.

Marceau ingressou na empresa de Jean-Louis Barrault e logo foi escalado para o papel de ARLEQUIN na pantomima BAPTISTE, que Barrault havia interpretado no filme LES ENFANTS DU PARADIS.

O desempenho de Marceau ganhou tanto elogio que ele foi incentivado a apresentar seu primeiro MIMODRAMA, PRAXITELE E O PEIXE DOURADO, no Teatro Bernhardt no mesmo ano. A aclamação foi unânime e a carreira de Marceau como mímico foi firmemente estabelecida. Em 1947, Marceau criou BIP THE CLOWN, que foi tocado pela primeira vez no Théàtre de Poche (Teatro de Bolço), em Paris.

Em sua aparência, ele usava um pulôver listrado e um chapéu de ópera de seda surrado e desgastado. A roupa significava a fragilidade da vida do seu personagem BIP, que se tornou seu alterego, assim como o LITTLE TRAMP (pequeno vagabundo) se tornou o de Charlie Chaplin.

As desventuras de Bip com tudo, de borboletas a leões, de navios e trens a salões de dança ou restaurantes, eram ilimitadas.

Nas seis décadas seguintes, Marcel foi o principal mestre da ARTE DO SILÊNCIO no mundo. Até a estrela pop Michael Jackson creditou a Marcel a inspiração de seu famoso PASSEIO LUNAR.

Em 2001, Marcel Marceau recebeu a Medalha Wallenberg por seus atos de heroísmo e coragem durante o Holocausto. Quando o prêmio foi anunciado, as pessoas presentes especularam se Marcel Marceau faria um discurso de aceitação. E o artista respondeu com mímica: “Nunca falo mas, para todos, meu muito obrigado”.

Marcel Marceau, que era um apaixonado por corridas de automóveis,  morreu exatamente enquanto assistia uma corrida em Cahors, na França, em 22 de setembro de 2007, aos 84 anos.

Em sua cerimônia de enterro, foi executado o Segundo Movimento do Concerto para Piano n° 21 de Mozart e a Suíte de Violoncelo n° 5, de Bach, que Marceau costumava utilizar como acompanhamento para as suas rotinas elegantes de mímica e pantomima. Marcel Marceau foi enterrado no Cemitério Père Lachaise, em Paris.

Em 1999, a cidade de Nova York declarou o dia18 de março como DIA DE MARCEL MARCEAU DAY. (Fonte: Biblioteca Nacional de Israel)

 

                                                                                   Por LOWRY LANDI

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