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TEATRO DE BONECOS

Será que existem muitas modalidades para ser designado de modo geral a expressão TEATRO DE BONECOS? Existe sim. E nesta matéria vamos analisar algumas delas.

25/08/2021 às 22h22
Por: Paulinho porto
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Então temos, por exemplo, o teatro de fantoches, teatro de bonecos, e o teatro de marionetes para começarmos estes estudos de forma genérica. Mas como poderíamos classificar ou exemplificar cada uma destas classificações? Primeiro ponto é que todos esses conceitos são englobado como teatro de bonecos, mesmo porque são realizados por bonecos manipulados por um artista humano. O segundo ponto seria o fato de que, para se fazer estes muitos tipos de teatro de bonecos, o essencial ser´conhecer de forma aprofundada de todos estes tipos de teatro de bonecos manipulados. 

Teatro de fantoches, teatro de bonecos ou teatro de marionetes são termos que designam todos estes tipos de teatralização manipulada especialistas, com criaturas criadas por artesões cênicos. E para que o espetáculo seja apresentado é fundamental, além das manipulações dos bonecos, existam palcos especiais para a apresentação que podem ter cortinas, cenários e outras características próprias construídas especialmente para estas apresentações especiais. 

Na Pré-História, o teatro de bonecos era encontrada nas cavernas, movendo-se em sombras projetadas com as mãos ou com os dedo, para deleite dos habitantes. A origem do teatro de bonecos é uma das mais remotas maneiras de diversão entre a Humanidade. Registros dessa forma de expressão artística data de 422 a.C. Mas, com relação ao oriente, o teatro de bonecos era muito mais antigo, com registros na China, na Índia, em Java e na Indonésia. Lá ele conquistou um status espiritual, sendo tratado com muita referência. Enquanto alguns setores do Oriente consideram as apresentações de bonecos tratados como verdadeiros deuses, dotados com recursos mediúnicos e fantásticos. 

No teatro de bonecos, as características destas linguagens tornam-se mais acentuadas e marcantes, como a expressão visual do boneco, a qualidade vocal do ator-manipulador, quanto ao ritmo e entonação da fala do personagem, assim como a sua manipulação com gestos e movimentos calmos, forte ou brusca, tudo unido com o principal objetivo, que é o espetáculo de boa qualidade para um público que, geralmente, será composto quase que exclusivamente para jovens e crianças.

Conta a história dita OFICIAL que o teatro de bonecos surgiu na Grécia e que o teatro animação surgiu na China. Porém tudo é especulação sem as provas definitivas, salvo restos de bonecos carcomidos pelo tempo encontrados em antigas ruínas. Mas ninguém sabe ao certo como e quando surgiram estas manifestações artísticas. Provavelmente, formas teatrais existem desde o tempo das cavernas, quando os Humanos, antes mesmo da fala como conhecemos hoje, encenavam o que viam pela necessidade da comunicação. 

O teatro de bonecos ganha existência nos palcos especiais para suas atuações, por meio do movimento das mãos do ator que o manipula, narra as histórias e transcende a realidade, metamorfoseando o real em momentos de magia e sedução. 

Agora vamos tentar entender alguns tipos de teatro de bonecos.

FANTOCHES = São bonecos que possuem corpo de tecido vazio, que o manipulador veste na mão. O primeiro boneco, que se tem notícia no Brasil, aconteceu no BRASIL COLÔNIA, que são os BONECOS DE LUVA (FANTOCHE), que na época eram conhecidos como bonecos de luva portugueses e espanhóis. No século XIX, imigrantes germânicos trouxeram o seu TEATRO DE TÍTERES, que eram conhecidos por KASPELS, também de luvas. Em Pernambuco surgem as primeiras apresentações de MAMULENGO. 

BONECO DE FIO ou MARIONETE = É de construção complexa e difícil manobra. Pode ter dezenas de fios que convergem para a cruz (cruzeta) de manipulação. É um gênero que permite movimentos próximos dos movimentos humanos e animais. Por ser acionada por fios, a marionete (boneco de fios) se move de modo lento e delicado. Para se desenvolver nessa técnica, o marionetista precisa exercitar o movimento de um pêndulo em seu próprio corpo para, assim, aplica-lo progressivamente ao boneco.

BONECO DE BALCÃO = É derivado do BUNRAKU japonês, que utiliza até três manipuladores por boneco. Este tipo de boneco difundiu-se pelo Ocidente originando muitas variações. O gênero é chamado informalmente de BONECO DE BALCÃO, por ser apoiado em um pedestal ou mesa. Normalmente é manipulado pela parte de trás, diretamente ou através de varas, por um ou mais marionetista. 

BONECO DE VARA = Possui um mecanismo de manipulação por varas e hastes, pode ser um objeto acoplado às varas ou bonecos projetados com mecanismo de boca e olhos. No caso de bonecos de figura humana, normalmente, possui uma vara como eixo central e outras duas para os braços. 

BONECO DE MANIPULAÇÃO DIRETA (BUNRAKU) = Inspirado em uma técnica tradicional do teatro japonês (bunraku), o boneco de manipulação direta, originalmente, é manipulado à vista da plateia e sincronicamente por três pessoas, acontecendo essa manipulação pelo contato direto com o boneco. Um manipulador controla e direciona a cabeça e seus mecanismos enquanto sustenta o boneco pelo quadril, um segundo manipulador manipula os braços, e o terceiro os pés. A coordenação entre esses três artistas exige um longo e rigoroso treinamento de manipulação. 

BONECO DE SOMBRAS (SILHUETA) = Consiste em manipular figuras em focos de luz projetando suas sombras em uma tela. As figuras de sombras são chamadas de silhuetas ou bonecos de sombras, podendo ser silhuetas chapadas ou tridimensionais, articuladas ou não. 

TEATRO NEGRO = Se caracteriza com uma técnica de manipulação não aparente, ou seja, os manipuladores não ficam visíveis para o público. Normalmente consiste em um cenário em câmara escura e fundo negro e os manipuladores com figurinos completamente em preto, traduzindo a ilusão de que bonecos e objetos não estão sendo manipulados, e sim possuindo movimentos próprios.

KURUMA NINGYO = É um gênero japonês de teatro de bonecos. Diferentemente do BUNRAKU, um único ator manipula o boneco, trabalhando sentado em uma estrutura em forma de caixa com rodinhas. Esta técnica consiste na união do boneco com um único ator, que manipula à vista do público. Esta caixa em que o ator se desloca é uma espécie de carrinho, denominado KURUMA em japonês, originalmente possuindo três rodas.


Por LOWRY LANDI

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